Na tarde deste domingo 30/01 dezenas de divulgadores da empresa de marketing multinível Ympactus Comercial Ltda., nome de fantasia da Telexfree, realizaram uma passeata que deu início em frente a TV Santa Cruz e seguiram para BR-415 Itabuna/Ilhéus onde bloquearam o trafego de veículos para protestar contra a liminar que suspende pagamentos e novas adesões contratuais.
A decisão foi proferida no dia 18 de junho pela juíza titular da 2° Vara Civil da Comarca de Rio Branco, Thais Borges Kalil, que julgou procedente a medida cautelar preparatória de ação civil pública, proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC) contra a Telexfree.
De acordo com o MPE, a empresa é acusada de praticar crime contra a economia popular, através da formação de um esquema de pirâmide financeira. Também foram bloqueadas as contas bancárias dos diretores da Telexfree até a decisão final do processo.
Os divulgadores afirmam que a manifestação teve por objetivo mostrar a indignação com a Justiça Brasileira que tomou medidas contra a empresa. Segundo ele, a Telexfree paga seus impostos em dia e honra os compromissos.
A passeata também foi para chamar a atenção dos meios de comunicação, principalmente a Rede Globo, que segundo os membros da Telexfree estaria promovendo mídias contrárias ao projeto da empresa.
Nos últimos dias, a Telexfree divulgou vídeos aos divulgadores informando que as medidas cabíveis já estão sendo tomadas pela equipe de advogados da empresa.
No último dia 18, a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC) para suspender as atividades da Telexfree. Com a decisão da juíza, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa de marketing multinível Telexfree até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento. A magistrada afirma que a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende suas atividades durante o processo investigativo.
Juiza que bloqueou Telexfree é ameaçada de morte.
A juíza Thaís Khalil, que em 18 de junho determinou a suspensão dos pagamentos da Telexfree, está sendo ameaçada de morte. Segundo o promotor Rodrigo Curti, do Ministério Público do Acre (MP-AC), anônimos também prometeram matar os filhos e o marido da juíza. “Foram ameaças diretas, de morte e sequestro, por e-mail, telefone, Facebook”, diz Curti, do Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-AC, ao Portal iG . Um inquérito policial foi aberto ontem (sexta, 28) para apurar os crimes de coação e ameaça. Segundo Curti, as intimidações começaram no início da semana, mas ganharam força nos últimos dias. A suspeita é que os responsáveis sejam divulgadores da Telexfree que temem perder o dinheiro investido no sistema, considerado uma pirâmide financeira pelo MP-AC.
A Associação dos Magistrados do Acre (ASMAC) emitiu nota de repúdio aos ataques sofridos pela juíza e ressaltou que “eventual insatisfação com o teor de ato decisório judicial deve ser combatido única e exclusivamente por meio do recurso próprio dirigido ao tribunal competente”. No dia 18 de junho, a juíza Thaís Khalil aceitou o pedido de liminar e determinou a suspensão dos pagamentos e o cadastramento de novos divulgadores. Os bens de Carlos Costa e Carlos Wanzeler, sócios administradores da Telexfree, foram bloqueados. A decisão foi mantida pelo desembargador Samoel Evangelista, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Os representantes da Telexfree sempre negaram irregularidades.



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